6 Jun 2020
Hugo Studart

Hugo Studart

Hugo Studart, editor de A República em Brasília, é jornalista, professor e doutor em História. Trabalhou como repórter investigativo, editor ou colunista nos maiores veículos do país, como os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo; revistas Veja, Manchete e Dinheiro. Atuou como diretor e colunista da IstoÉ, além de editor-chefe da revista Desafios do Desenvolvimento, do Ipea. Colaborou com artigos, colunas ou ensaios em veículos como Exame, Imprensa e Brasil História; e com artigos de opinião para O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Ganhou diversos prêmios de jornalismo, como o Prêmio Esso e o Abril, além do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos.

Como professor, atua como pesquisador-associado do Núcleo de Estudos da Paz e dos Direitos Humanos da Universidade de Brasília e na Pós-Graduação em Ciência Política na Faculdade Upis. Lecionou Jornalismo no Instituto de Ensino Superior de Brasília, na Fundação Casper Líbero, São Paulo, e na Universidade Católica de Brasília; além de MBA em Relações Institucionais do Ibmec. É membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.

Essa onda crescente de defender a intervenção militar no processo político vem provocando uma calamitosa confusão de conceitos sobre o que seria, afinal, uma ditadura – e, mais que isso, o que foi o regime militar instaurado no Brasil em 1964. 

Eis uma tentativa de síntese do quadro político do momento, com recapitulação dos fatos:

Nunca antes na história deste país houve um Congresso Nacional tão favorável ao presidente-eleito. A bancada pró-Bolsonaro que emergiu das urnas em 2018 só encontra paralelo no Congresso eleito em 1970, em 2/3 favorável ao presidente Médici - e ainda assim estávamos em uma ditadura militar e, ademais, em pleno "milagre econômico". A bancada eleita em 1986, durante o Plano Cruzado, também começou governista, mas acho que não chegava a 2/3, a conferir. 

Segunda, 18 Maio 2020 13:21

A saída pelo caminho do meio

Agora só nos resta o Caminho do Meio, o da moderação, diálogo, serenidade -- aquele caminho que vem sendo apontado há mais de dois milênios por sábios como Aristóteles, Confúcio, Buda, Jesus, Agostinho, Francisco, Gandhi...

Segunda, 27 Abril 2020 20:37

Eis o Peste do Apocalipse

Tudo indica que o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu ficar. Pelo menos até fim crise coronavirus. O presidente Jair Bolsonaro disse que precisa dele neste momento no qual está acossado. 

Domingo, 26 Abril 2020 16:25

Conselhos de Malvadeza a um presidente

Conselhos de Toninho Malvadeza para o exercício do poder. Alguém precisa levar a Bolsonaro.

Sexta, 24 Abril 2020 15:00

Disputa entre os donos do Poder

Paulo Guedes, desde o inicio, tem um plano coerente para tentar ajustar a economia por meio do incentivo aos bancos. O mercado financeiro amou e ainda confia nele. 

Em agosto de 1964, quando o novo regime ainda se consolidava numa ebulição de interesses e possibilidades, um punhado de políticos civis visitava quartéis a fim de instigar militares a asfixiar o que restava da oposição e endurecer as regras do jogo (quase) democrático -- o que de fato viria a acontecer,  aos poucos, a prestações, até a instauração da autocracia oficial em dezembro de 1968, com o AI-5. 

Sábado, 18 Abril 2020 17:27

Teich: de onde veio e para onde vai

O novo ministro da Saude, o médico Nelson Teich, é um técnico que foi chamado a dar palestras ao grupo dos generais (como o Heleno), que fazia o Programa de governo de Bolsonaro e, depois, frequentou o Governo de Transição.

Terça, 14 Abril 2020 20:15

Bolsonaro confronta setores de peso

Há no Brasil algo maior e mais sofisticado do que esse debate banal e coloquial sobre Henrique Mandetta -- se sai ou se fica, quando cai e quem vem. Mas ainda não foi possível vislumbrar a silhueta do mosaico, ou do quebra-cabeças, se preferirem outra imagem.

O que dá para saber, por enquanto, é que tem peças que não se encaixam, e que para compreender o que estaria por vir é relevante de prestar muita atenção nos movimentos do governador Ronaldo Caiado, de Goiás, e do senador Tasso Jereissati, do Ceará.

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