19 Set 2019
Alípio do A. Ferreira

Alípio do A. Ferreira

Jornalista, sociológo, pós graduado em Política Internacional com especialização em marketing e jornalismo científico.

Garantidos por imunidades e cumplicidades, alguns dos acossados pela Lava Jato empenham-se com ofensivo cinismo na aprovação de leis que inviabilizem o combate à corrupção. A justificativa é coibir o abuso de autoridade. Na mesma campanha embarcam improváveis ingênuos da Academia jurídica, uns e outros argumentando que supostos abusos de autoridade, afetando hoje congressistas e seus prepostos na administração pública, são ameaça futura para todos. Pode ser. 

Mas não pelos motivos que impulsionam esta campanha que a rigor visa reforçar a já robusta couraça dos foros privilegiados e imunidades legais super-protetoras dos homens públicos.  

Segunda, 22 Julho 2019 11:52

É o Congresso, gente!

Em 1991, James Carville, marqueteiro do então candidato Bill Clinton, apostou que o sucesso da política internacional do presidente George Bush não bastava para reelegê-lo. O motivo era a forte recessão econômica, que Carville transformou em lema da campanha e jogou agressivamente no rosto dos eleitores o que realmente era importante - ” É a economia, estúpido”.

No Brasil, o recente debate eleitoral perdeu a oportunidade de usar o que existe de essencial na frase de Carville. A ousadia de criticar aberta e asperamente os que deram à corrupção o protagonismo que sempre foi da Economia.

Domingo, 10 Fevereiro 2019 00:13

A indústria brasileira marca passo

Sob o apelido Indústria.4 está reunido um elenco de tecnologias com suas virtudes e características: conectividade, integração, realidade expandida, inteligência artificial, flexibilidade, qualidade total, robótica especializada, big data, impressão 3D.

O que elas compartilham é o fato de serem desdobramentos e aplicações da informatização na manufatura. Quem sabe orquestrar este conjunto já está no futuro da indústria e na liderança dos negócios.

Não é o caso da maioria de nossas empresas.

Terça, 25 Setembro 2018 01:11

Sanear o Brasil é um trabalho de Hércules

Oportunidade não faltou, no tempo pós-impeachment da presidente, para que os três poderes da República exercitassem o par de virtudes que os constituintes de 88 lhes atribuíram logo no segundo artigo – independência e harmonia. Tão importante eram elas que em artigo complementar ficou explícito que é proibido propor o fim da separação dos Poderes. Ou seja, eles estão obrigados à conciliação, porque as eventuais divergências estão proibidas de prosperar no Congresso.

Loucura é fazer a mesma coisa e esperar resultado diferente. Esta definição que transita entre o erudito e o vulgar me ocorre quando observo o processo político em curso que nos dará em outubro um novo presidente e um novo Congresso.

Uma oportunidade imperdível para renovar a liderança política do País e, descendo dela, a liderança administrativa, os milhares de cargos de confiança que funcionam ora como blindagem dos padrinhos políticos contra a frustração dos eleitores, ora como cabos eleitorais, teúdos e manteúdos pelo Estado para perpetuar os mandatos.

Segunda, 13 Agosto 2018 14:09

O STF colocado sob julgamento

O Supremo Tribunal Federal foi a última das instituições a ser alcançada pela onda de descrédito provocada por mensalões, operações em série da Lava Jato e seus desdobramentos em estados, municípios, ministérios, departamentos, onde quer que se deteve a atenção mais vigilante sobre o dinheiro público. Foi a última, mas talvez a mais culpada pelo estágio avançado da crise moral em que mergulhou o País. Afinal, para supremo Poder corresponde suprema responsabilidade.

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