16 Nov 2019
A República

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A República promove a campanha #FimDaMiseria. Vai publicar diariamente uma foto da dramática situação dos abandonados nas ruas do país.

Leitores podem colaborar. Mande sua foto para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Identifique o local da foto e a autoria. Você poderá acessar a página Fim da Miséria no Facebook e fazer a postagem também lá.

Nosso objetivo é chamar a atenção dos cidadãos e autoridades para o alarmante abandono da população mais pobre em todo o país. Isto tem de mudar.

Contribua. Coloque o que você vê na rua para que todos vejam. É o primeiro passo para a solução.

Domingo, 29 Setembro 2019 01:38

Janot dá um inexplicável tiro na Lava Jato

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que se notabilizou como o xerife da Lava Jato, resolveu escrever um livro de memórias e fazer a revelação, antecipada pela revista Veja, de que teria planejado ir ao Supremo Tribunal Federal para matar o ministro Gilmar Mendes - teria desistido na hora, tomado por uma miraculosa paralisia. É algo difícil de comprovar, mesmo para alguém com suposta fé pública, que pode apenas estar delirando ou inventando uma mentira para promover o livro. Contudo, no momento em que a Lava Jato sofre ataques de todos os lados, especialmente do próprio STF, que votou casuísticamente uma nova interpretação da lei que pode anular todos os seus processos, incluindo o do ex-presidente Lula, o tiro de Janot acabou saindo contra ele mesmo,  por colocar seu juízo em suspeição e, por conseguinte, o de toda a operação anti-corrupção.

O presidente americano, Donald trump, sempre manteve a postura de quem dá pouca importância ás ameaças ao seu governo - especialmente as tentativas dos democratas de iniciar contra ele um processo de impeachment por suposto apoio russo á sua campanha eleitoral. Agora, porém, a ameaça se materializou, com o epdido de abertura de processo de impedimento, anunciaod nesta terça-feira pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi.

Numa sessão extraordinária, armada nos bastidores como uma resposta ou contragolpe à ação da Polícia Federal que fez uma blitz no gabinete do senador Fernando Bezerra, o Congresso derrubou na noite desta terça-feira dezoito dos 33 vetos do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei contra o "abuso de autoridade", pedidos pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. Com isso, o Congresso não apenas se coloca ao lado de Bezerra, investigado por corrupção no mandado e por sua gestão como ministro da Integração de Dilma Rousseff, como se coloca em confronto direto com o Executivo, avisando que resistirá a uma devassa.

Todo mundo sabe que a diplomacia não é o forte do presidente Jair Bolsonaro. Assim, não foi exatamente uma surpresa seu discurso na abertura da 74a. Assembleia Geral da ONU, com um tom que sugeria mais um mujahedin tropical que o presidente de uma nação pacífica.  Nos 30 minutos durante os quais ocupou o microfone, Bolsonaro em nome da "soberania" brasileira atacou supostas tentativas por parte de se "instrumentalizar a questão ambiental e políticas indigenistas" em favor de interesses estrangeiros. Assim como faz domesticamente, criticou a imrpensa internacional por ser "sensacionalista" em relação às queimadas na Amazônia e chamou de "falácia" a ideia de que a floresta que ultrapassa as fronteiras do Brasil é um patrimônio da Humanidade.

Adote a campanha #fimdamiseria. Publique sua foto da situação do Brasil nas ruas com a hashtag. E acompanhe A República, por um Brasil melhor.

Domingo, 22 Setembro 2019 23:39

Não é a revolta que resolverá a segurança

A morte da menina Ágatha Félix, de oito anos, atingida por uma bala perdida na sexta-feira passada, no Rio de Janeiro, chocou o país e reacendeu a revolta nacional contra a violência - algo que já vimos anteriormente, sem que isso trouxesse algum tipo de solução, como no caso de Marielle Franco. Ainda que se trate da morte brutal de uma inocente, é pelo combate inteligente ao crime, a educação e um amplo trabalho de restauração da civilidade que se pode evitar a preocupação com os mortos somente quando já é tarde demais. A morte de Ágatha já serviu de pretexto tanto para aqueles que mantém  discurso do uso da violência contra a violência, como daqueles que têm interesse em retardar as soluções reais. Esse é um perigo ainda maior.

Depois do célebre Twitter de Carlos Bolsonaro, afirmando que a democracia atrasa as reformas necessárias ao país, a tropa de choque bolsonarista começou a disseminar nas redes sociais mensagens atribuindo a crise econômica e a dificuldade das reformas ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. É uma maneira de aliviar a responsabilidade do governo, por um lado, e de outro pressionar ou desautorizar as instituições republicanas e forçá-las a ceder.

A campanha toma forma ao tempo em que repercute a operação "Desintegração" da Polícia Federal, que entrou no Congresso para fazer uma blitz no gabinete do líder do próprio governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), por suspeita de corrupção - o que foi intepretado pela cúpula do Senado como um ato de pressão do próprio governo e também do STF, que autorizou a operação. 

Quinta, 19 Setembro 2019 13:03

PF investiga líder do governo no Senado

A Polícia Federal deu uma batida na manhã desta quinta-feira no Congresso Nacional, para atender a um mandado de busca e apreensão nos gabinetes do senador Bezerra Coelho (MDB-PE) e seu filho, o deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE). Ambos são investigados por corrupção quando o senador era ministro da Integração Social, no governo Dilma Rousseff.

Bezerra Coelho é um desses políticos que está sempre ao lado do governo, qualquer que seja. Ruim ficou para quem aceitou esse apoio, em especial o presidente Jair Bolsonaro. Este reafirma sua independência da velha política, mas tem como líder no Senado não apenas um ex-ministro do governo do PT como alguém sob suspeita - e cuja utilidade é ser justamente versado nas velhas práticas condenadas pelo eleitorado que o colocou para governar.

Quarta, 18 Setembro 2019 14:12

PGR investe contra decretos das armas

Em final de gestão na Procuradoria Geral da República, Raquel Dodge enviou o Supremo Tribunal Federal um pedido de exame de constitucionalidade dos três decretos assinados pelo presidente Jair Bolsonaro para facilitar o uso de armas de fogo no Brasil - outros três caíram, por iniciativa do próprio presidente, depois da repercussão junto à opinião pública. Inclui o decreto, assinado também nesta terça-feira, em que Bolsonaro flexibiliza a posse de armas nas zonas rurais.