16 Nov 2019
A República

A República

Domingo, 06 Outubro 2019 15:18

Supremo dilema

Domingo, 06 Outubro 2019 12:54

Mutirão do RenovaBR movimenta 445 cidades

Na manhã deste sábado, 5 de outubro, o engenheiro elétrico Luís Bucciarelli liderou na Vila Leopoldina, em São Paulo, um mutirão dentro do Zancone - um centro de acolhimento onde dormem diariamente 100 desabrigados, com apoio da prefeitura de São Paulo. Ali, cerca de 300 pessoas desde cedo trabalharam na implantação de uma horta comunitária, que servirá para a preparação da comida servida no refeitório do primeiro andar. Bucciarelli também colaborou para a confecção de dois bancos de jardim, levantou 1.800 reais em doações e material para a oficina de serigrafia, cuja produção serve como fonte de renda para os internos.

A iniciativa de Bucciarelli faz parte do programa de treinamento do RenovaBR, que no sábado movimentou seus 1.500 alunos numa ação social simultânea em 445 cidades brasileiras. A ONG que se propõe a formar políticos melhores instituiu essa etapa no processo seletivo de seus candidatos, que no final podem concorrer por qualquer partido. A condição da ONG para as ações é que elas tivessem efeito duradouro, envolvimento com uma comunidade local e divulgação pelas redes sociais e a imprensa.

Filiado ao Partido Novo, Bucciarelli planeja ser candidato a vereador em São Paulo nas próximas eleições. Colocou em ação toda a família - a esposa, Mônica, que serviu o lanche e organizou a pequena biblioteca do centro, os filhos e o irmão - além de amigos e colaboradores de sua primeira campanha, para deputado federal, no ano passado. Não se elegeu, mas conquistou 13 mil votos e ficou convencido de estar no caminho certo. Por isso, inscreveu-se no programa de capacitação do RenovaBR e passou em todas as fases da triagem até aqui.

A República promove a campanha #FimDaMiseria. Vai publicar diariamente uma foto da dramática situação dos abandonados nas ruas do país.

Leitores podem colaborar. Mande sua foto para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Identifique o local da foto e a autoria. Você poderá acessar a página Fim da Miséria no Facebook e fazer a postagem também lá.

Nosso objetivo é chamar a atenção dos cidadãos e autoridades para o alarmante abandono da população mais pobre em todo o país. Isto tem de mudar.

Contribua. Coloque o que você vê na rua para que todos vejam. É o primeiro passo para a solução.

A sede da Polícia em Paris virou cena de crime, nesta quinta-feira, dia 3. Um agente administrativo de 45 anos, atacou policiais com uma faca. Matou quatro pessoas e deixou outras feridas até ser abatido a tiros por outro agente.

Quinta, 03 Outubro 2019 14:02

E o Leão vai para a jaula

A Operação Armadeira da Polícia Federal, que prendeu na quinta-feira doze auditores e analistas da Receita Federal, expôs à luz do sol uma rede de extorsão a investigados da Operação Lava Jato. Com isso, o pessoal do Leão, como é conhecida a Receita, acabou indo para a jaula. O resultado disso, por um lado, é a demonstração da disposição da PF em limpar a área. Por outro, mostra que ninguém aprendeu nada com a Lava Jato, e que há corrupção capaz de extorquir a própria corrupção.

Quinta, 03 Outubro 2019 02:14

A ditadura do Supremo

Nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal validou por 7 votos a 4 uma nova regra segundo a qual delatados têm o direito de serem ouvidos pós os delatores, estendendo a todos os casos seu entendimento na anulação da condenação do ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.

É a senha para a anulação de todas as sentenças da Lava Jato. Não havia nada na lei que obrigasse um juiz - incluindo Sérgio Moro, nas sentenças da Lava Jato.

O recurso impetrado pela defesa, porém, vira um coelho santalndo da cartola para todos aqueles que querem ver livros os cerca de 150 condenados na operação anti-corrupção, incluindo o ex-presidente Lula. E leva ao auge a crise de confiança no sistema judiciário (leia também aqui).

Os senadores aprovaram em primeiro turno a Nova Previdência, que já passou pelo Congresso, com uma perna quebrada. Na única mudança promovida, retiraram a redução no pagamento do abono salarial, que funciona como um 14o. salário, e é pago a quem ganha até 2 salários mínimos. Com isso, a economia em dez anos prevista pelo governo, de 880 bilhões de reais, caiu em 76,4 bilhões.

Para ser aprovado pelo Congresso, o projeto de lei ainda tem de passar por outra votação dos senadores, em segundo turno. Segundo o Estadão, o ministro da Economia, Paulo Guedes, 

quer que "cada bilhão" seja recuperado no "pacto federativo", projeto que deve reunir medidas para descentralizar recursos em favor de estados e municípios, exigido pelos senadores para votar a Previdência.

Foi má ideia condicionar uma coisa a outra e, se o governo seguir adiante com esse troco, a votação em segundo turno pode empacar, no final, todo o processo do pacote previdenciário.