21 Jul 2019
A República

A República

Militares com assento no Palácio do Planalto afirmam que o ex-ministro Carlos Alberto Santos Cruz, demitido da Secretaria de Governo, vinha recebendo pressão cada vez maior de Carlos Bolsonaro. Segundo essas fontes, na primeira reunião de Cruz com Fábio Wajngarten, secretário de Comunicação da Presidência (Secom), próximo de Carlos Bolsonaro, este apresentou ao ministro o projeto de pagar 320 mil reais por mês ao escritor Olavo de Carvalho para que ele tivesse um programa de TV veiculado na EBC, TV Escola e em plataformas digitais do governo. Além disso, Wajgarten propôs a Cruz colocar um olavista em cada uma das secretarias de comunicação dos ministérios. Cruz disse não.

A ideia foi reapresentada uma segunda vez. O valor passou de 400 mil. Cruz disse não, de novo.

Pela segunda vez em poucas semanas, navios foram atacados nesta quinta-feira (13) na região do Golfo de Omã, uma rota crucial para a distribuição mundial de petróleo. As embarcações Kokuka Courageous e Front Altair, de bandeiras do Panamá e das Ilhas Marshall, respectivamente, vinham navegando na direção sudeste e haviam acabado de passar o Estreito de Hormutz, quando foram bombardeadas. Por essa rota, passam nada menos do que 30% de todo o petróleo que abastece o globo.

A Polícia Federal começou um trabalho de identificação do método e dos autores do hackeamento dos celulares dos integrantes da operação Lava Jato, cujo conteúdo passou a ser publicado pelo site The_Intercept. As mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no Telegram de 2015 a 2018 podem ter sofrido escuta por parte de envolvidos nos casos de corrupção investigados pela Lava Jato, por agentes do próprio governo, que também eram investigados, ou forças políticas ameaçadas pelo trabalho da Justiça. The_Intecept passou a distribuir trechos que o próprio site seleciona para distribuir a outros jornalistas e veículos de imprensa e seu editor, o inglês Glenn Greewald, passou a procurar outros veículos de imprensa para obter apoio público.

Caixas com borracha, de procedência desconhecida, encalharam em praias do Nordeste. Uma delas causou um acidente com duas mortes, na praia de Santa Rita, em Extremoz, região metropolitana de Natal.

Com o ministro da economia Paulo Guedes tirando dinheiro do fundo do tacho, o Congresso aprovou por unanimidade o plano que autoriza o governo federal a realizar operações de crédito com verba extra de R$ 248,9 bilhões.

Com isso, na prática o governo dá um salva-vidas ao presidente Jair Bolsonaro. O governo poderá descumprir a regra de ouro do controle orçamentário, a mesma que deu origem ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, baseado nas "pedaladas fiscais".

“Hackers de juízes, procuradores, jornalistas e talvez de parlamentares, bem como suas linhas auxiliares ou escândalos falsos não vão interferir na missão”, afirmou o ministro da Justiça e segurança Pública, Sérgio Moro, nesta quarta-feira, depois de apresentar dados sobre a violência no país, com o registro de uma queda de 23% nos homicídios no primeiro bimestre, em relação ao mesmo período do ano passado.

Moro se referia à divulgação de mensagens que supostamente comprovam que ele teria orientado as investigações da Lava Jato pelo site The Intercept. Tais orientações são legais, conforme apurado por A República (leia aqui). O Conselho Nacional de Justiça arquivou pedido de investigação sobre a conduta de Moro, sem sequer entrar no mérito. Afirmou em nota que não pode abrir um processo de ética contra alguém que já não é juiz.

Em meio a uma campanha contra a Lava Jato, deflagrada com o vazamento de conversas ao celular pelo site The_Intercept, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, encontrou na manhã desta quinta-feira o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada, e ambos seguiram de lancha para um evento da Marinha. Nele, Moro foi condecorado com a medalha da Ordem do Mérito Naval.

Sentado ao lado de Bolsonaro, com outros 13 ministros de Estado, Moro assistiu à comemoração do aniversário de 154 anos da Batalha do Riachuelo. Foi um sinal de prestígio e apoio moral, em meio ao momento em que ele enfrenta sua própria batalha, acusado de interferir indevidamente nas investigações da Lava Jato, com base nos diálogos hackeados com promotores do Ministério Público. "Criminoso é o hacker", disse, sobre as acusações.

Najila Trindade, a moça do hotel com Neymar, recebeu a notícia de que seu advogado, o criminalista Danilo Garcia de Andrade, decidiu abandonar o caso. É o segundo que ela perde desde que decidiu entrar com a queixa-crime contra o jogador, por suposto estupro. Najila jogou sobre Andrade a suspeita de ter roubado as provas do crime - um tablet onde estariam as gravações do segundo encontro com Neymar, no hotel em Paris.

Teria ameçado o porteiro do prédio por ser conivente com o roubo do tablet e acusa agora até mesmo a polícia, que foi ao apartamento e não encontrou evidências de arrombamento. "A polícia está comprada, não é?", disse ela em entrevista ao SBT, na noite de segunda-feira. "Estou louca?"

Os partidos de oposição cavalgaram a oportunidade criada pelo site de esquerda The_Intercept, que publicou áudios vazados do ministro da Justiça, Sérgio Moro, então juiz, de forma a pressionar não apenas o próprio Moro como também todo Judiciário. As conversas de Moro incluem promotores como Deltan Dallgnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. São simples mensagens de trabalho que, no entanto, tornaram-se munição para um ataque cerrado contra a operação, agora que a avançam outros seis inquéritos contra o ex-presidente Lula, que tornarão mais dificil colocar o ex-presidente em liberdade.

"É um ataque gravíssimo", disse Dallagnol. "É muito natural - é normal - que procuradores e advogados conversem com o juiz, mesmo sem a presença da outra parte. O que se deve verificar é se nessas conversas existiu conluio ou quebra de imparcialidade." O presidente Jair Bolsonaro veio em defesa do ministro. "Nós confiamos irrestritamente no ministro Moro", disse.

O ator Rafael Miguel, que trabalhou na novela Chiquititas, do SBT, foi enterrado nesta segunda-feira no Cemitério Campo Grande, zona sul de São Paulo, junto com seus pais. Os três foram assassinados pelo pai da namorada de Miguel.

O ator tinha 22 anos. Seus pais eram João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50. Os três foram mortos a tiros no bairro de Pedreiras, também na zona sul.

A namorada do ator, Isabela Tibcherani, de 18 anos, foi ao enterro sob escolta policial. Seu pai, Paulo Cupertino, está foragido.