23 Jul 2019
A República

A República

O ex-presidente Fernando Collor, que renunciou ao cargo para não ser atirado fora em um processo de impeachment por corrupção, deveria ser, entre todos os políticos do Brasil, ao menos um que aprendeu no couro a lição. Mas não é o que acontece. O tempo passou, e Collor não mudou. Agora senador, está de novo envolvido com velhas práticas da política brasileira, o que, no seu caso, beira a desfaçatez.

Quem acha que o Congresso virou o mocinho da história depois que começou a barrar exageros do presidente Jair Bolsonaro, deve prestar atenção na mais recente manobra dos parlamentares, que vai jogar por terra anos de esforços no sentido deproteger o meio ambiente no Brasil, para favorecer interesses particulares -  em especial o dos deputados da bancada ruralista.

Pois os deputados pegaram uma medida provisória editada ainda pelo ex-presidente Michel Temer, que tinham outra finalidade, e nesta quarta-feira aprovaram um texto desfigurado que elimina indenizações, tira a responsabilidade pela recomposição de matas e outras compensações e afrouxa o controle sobre o avanço predatório das florestas brasileiras.

A investigação da Lava Jato sobre a propinolândia dos políticos pagos por empreiteiras começa agora a desvendar colaboradores dentro dos bancos. Já foi identificada uma rede com pelo menos 11 instituições financeiras no Brasil e no exterior que atuavam como facilitadoras do crime.

Essa rede, revelada a partir de delações premiadas e rastreamento do dinheiro saído da Odebrecht, é o início de um novo capítulo para a operação, que começa agora a focar a participação do mercado financeiro e seus articuladores.

As negociatas nos bastidores do futebol brasileiro começaram a vir à tona nesta semana com duas ações policiais que levaram à prisão o ex-jogador do Fluminense Roni e implicaram dirigentes em operações escusas de venda de jogadores, nas quais está envolvido o vice-presidente do Cruzeiro de Belo Horizonte, Itair Machado.

São casos diferentes, mas que revelam como o futebol serve a interesses de espertalhões que sugam o dinheiro dos clubes. No caso de Machado, a polícia verificou que ele teve em 2018 um faturamento de mais de 4 milhões de reais fora seus vencimentos oficiais. 

Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado a faca contra o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, em setembro do ano passado, foi considerado doente mental pela Justiça. Por isso, em vez de punido criminalmente num presídio comum, deve ir para um sanatório mental.

Terça, 28 Maio 2019 00:22

A morte do Gabriel da Jenifer

Conhecido por "Jenifer", o hit que grudou nos ouvidos de todo o país ("o nome dela é Jenifer, conheci ela no tinder..."), o compositor e vocalista Gabriel Diniz morreu em um acidente de avião nesta segunda-feira, na região de Porto do Mato, em Estância, a 66 km de Aracaju, em Sergipe.

Subiu de 15 para 55 a contabilidade dos mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. Segundo o governo do Amazonas, foram localizdos nesta segunda-feira mais 40 corpos de detentos mortos por asfixia.

Quatro foram encontrados ainda com vida e passam por atendimento médico.

Segunda, 27 Maio 2019 14:58

O Papa Francisco recebe o cacique Raoni

O papa Francisco recebeu esta segunda-feira no Vaticano o cacique Raoni, como sinal de seu alinhamento com a defesa ecológica da Amazônia.

MiIhares de manifestantes foram às ruas neste domingo em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro, com slogans contra o Centrão, o Congresso, o Supremo Tribunal Federal. Ao estilo brasileiro, apareceram as alegorias canavalescas, como o Super-Moro, boneco inflável do atual ministro da Justiça no corpo do Super-Homem, assim como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que virou o "Privileco", desfilando ao lado do Pixuleco, o Lula em roupa de presidiário.

É sabido que o presidente Bolsonaro conta ainda com um forte apoio popular mobilizável - o que não significa que se trate da maioria da população. É certo, também, que a manifestação desse domingo prova apenas uma coisa. Assim como havia multidões que iam às ruas para defender o PT de Lula e Dilma, Bolsonaro segue os mesmos passos do lulopetismo, buscando nas manifestações de rua algum amparo num cenário cada vez mais adverso. Como Lula, aposta no messianismo político - a ideia de que pode manter uma massa de brasileiros em ação para inibir tanto as investigações das quais faz parte ao lado dos filhos, como o desmanche do apoio político de seu governo no Congresso.

O Supremo Tribunal Federal obteve a maioria dos votos em decisão que criminalizará a homofobia - seis dos 11 membros do tribunal já votaram. O tribunal também se pronunciou a favor da equiparação da homofobia ao crime de racismo. "Racismo se dá contra seres humanos, qualquer que seja sua fé e sua orientação sexual", disse, ao proclamar o voto, o ministro Luiz Fux.

O julgamento será retomado somente no dia 5 de junho, mas pelo placar a decisão já está tomada - e causou reações, sobretudo entre os políticos da bancada evangélica.