15 Nov 2019
A República

A República

Quarta, 11 Setembro 2019 13:54

Virou cadeia

Terça, 10 Setembro 2019 18:05

Bachelet na real

O vereador agora licenciado do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro se destacou no governo do pai, o presidente Jair Bolsonaro, como seu suposto mentor nas redes sociais - área em que atuou com sucesso desde a campanha eleitoral. Por isso, sempre foi visto como uma espécie de "deep throat" de Bolsonaro - o garganta profunda, aquele que fala em público o que o próprio pai não pode falar, fazendo algum tipo de jogo. Dessa forma, seus tuítes são sensíveis. E, por vezes, proféticos - como as críticas a ministros como Gustavo Bebbiano e Carlos Alberto dos Santos Cruz, que caíram logo depois.

Agora, também pelo Twitter, Carlos atacou a própria democracia - segundo ele, um sistema deficiente e sujeitado pelas "classes dominantes". Uma ideia que, partindo de quem parte, e com esse histórico, levantou preocupação sobre os verdadeiros interesses do clã Bolsonaro, que por sinal só está onde está pelo voto democrático popular.

Depois de visitar o presidente Jair Bolsonaro pela manhã, momento registrado numa foto em que apareceu com uma pistola enfiada na cintura, o deputado Eduardo Bolsonaro foi na tarde da última segunda-feira a um evento criado para discutir o incentivo aos investimentos estrangeiros no Brasil, promovido pela Abrig, associação de profissionais de relações entre as empresas privadas e o governo. No encontro, para o qual ele chegou antes da hora, ouviu palestrantes e fez anotações com letra de forma miúda, como um aluno aplicado, Eduardo afirmou que o empresariado brasileiro tem na gestão de seu pai uma oportunidade única para atrair novos negócios e prosperar.

"Aproveitem o momento", disse ele, "porque não sabemos como será depois". Afirmou que seu "maior sonho" seria uma "reforma da Constituição e das leis, de forma que, se vier um novamente um governo estatizante, não poderá agir" - referência clara ao PT e aos partidos mais de esquerda. Resta, porém, saber exatamente qual é o projeto para o desenvolvimento deste governo, além do discurso liberal. E, dentro dessa política ainda em formação, o papel de Eduardo tem se revelado mais importante do que parece aos críticos, que vêem nele erroneamente somente o filho que o pai quer colocar na embaixada em Washington.

Segunda, 09 Setembro 2019 14:28

Governo avalia entrar no combate ao desemprego

Depois de oito meses completos de governo, o choque liberal prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda não surtiu o principal efeito esperado - a redução do desemprego. Com isso, o governo resolveu algo que lembra os mandatos do PT: estuda empurrar a iniciativa privada com a máquina pública, de modo a recolocá-la para investir e criar postos de trabalho. Com isso, Guedes vai caindo na realidade brasileira, na qual o PT podia ter vocação estatizante, mas paradoxalmente isso caiu bem junto a um empresariado parasitário, que reluta em arriscar, contrariando a própria essência da atividade. E somente se põe em marcha com incentivos fiscais, financiamentos camaradas e todo tipo de facilidade - uma categoria que, no Brasil, historicamente se desenvolveu vivendo à sombra do Estado. E se alinhou perfeitamente com o PT enquanto o Estado ainda tinha dinheiro para inflar a economia.

A República segue cm sua campanha para denunciar a situação do Brasil. Mande também sua foto dos brasileiros nas ruas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Quinta, 05 Setembro 2019 15:09

Bolsonaro x Bachelet

A República promove a campanha #FimDaMiseria. Vai publicar diariamente uma foto da dramática situação dos abandonados nas ruas do país.

Leitores podem colaborar. Mande sua foto para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Identifique o local da foto e a autoria. Você poderá acessar a página Fim da Miséria no Facebook e fazer a postagem também lá.

Nosso objetivo é chamar a atenção dos cidadãos e autoridades para o alarmante abandono da população mais pobre em todo o país. Isto tem de mudar.

Contribua. Coloque o que você vê na rua para que todos vejam. É o primeiro passo para a solução.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, é visto como o integrante com maiores dificuldades no governo, mas quanto mais as coisas parecem complicadas para ele, maior é sua popularidade. A mais recente pesquisa de opinião, reliada pelo Datafolha, indica que ele é conhecido por 94% dos brasileiros e 54% avaliam sua gestão no Ministério da Justiça como ótima ou boa e outros 24% como regular - há 20% que a consideram ruim ou péssima É bem mais que o presidente Jair Bolsonaro, que tem apenas 29% de aprovação, com 30% de avaliação regular e 38% de "ruim ou péssimo".

Identificado não apenas com a Lava Jato como o juiz que é contra todo o sistema, Moro virou uma espécie de boneco de piche: quem bate nele fica grudado e, quanto mais batem, ou bloqueiam suas ações, mais ele se fortalece. Isto pelo simples fato de que quem se coloca lado contrário passa a ser considerado adversário do combate à corrupção, bandeira tão colada hoje a Moro como a cruz em Cristo.

Terça, 03 Setembro 2019 18:27

O tamanho da queimada na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro demitiu o ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais, o Inpe, Ricardo Galvão, por dar o alarme contra o aumento das queimadas na Amazônia - mas isso não impediu os números de continuarem subindo. De acordo com o Instituto, as queimadas consumiram em agosto 29.944 km² da floresta, o equivalente a 4,2 milhões de campos de futebol - quatro vezes mais que no mesmo período do ano passado.