24 Ago 2019
A República

A República

Sexta, 23 Agosto 2019 13:01

Bolsonaro é jogado ao fogo

O grande problema de trocar a inteligência pela truculência é receber a truculência de volta. No caso do presidente Jair Bolsonaro, que tratou o problema global do meio ambiente com descaso e insolência imperial, a reação tem escala planetária. Na esteira da notícia de queimadas na Amazônia, autoridades ambientais e de governo, além da imprensa internacional, agora colocam tudo na conta do presidentes, alvo central de manifestações nesta sexta-feira em cidades da Europa e da Ásia. Já dono de grande rejeição dentro do país, Bolsonaro passou também a ser o inimigo número 1 mundial.

O plenário do Supremo Tribunal Federal formou os votos necessários para declarar inconstitucional o dispositivo da Lei de Responsabilidade Fiscal que permite aos governos reduzir a jornada de trabalho e o salário dos servidores em momentos de ajuste dos gastos com pessoal.

A República está lançando a campanha #FimDaMiseria. Vai publicar diariamente uma foto da dramática situação dos abandonados nas ruas do país.

Leitores podem colaborar. Mande sua foto para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Identifique o local da foto e a autoria. Você poderá acessar a página Fim da Miséria no Facebook e fazer a postagem também lá.

Nosso objetivo é chamar a atenção dos cidadãos e autoridades para o alarmante abandono da população mais pobre em todo o país. Isto tem de mudar.

Contribua. Coloque o que você vê na rua para que todos vejam. É o primeiro passo para a solução.

Quinta, 22 Agosto 2019 22:40

"Qual o problema?", pergunta Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse a jornalistas nesta quinta-feira que a prerrogativa de escolher o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro é dele, e não do ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao qual o órgão é subordinado.

"Espera aí, se eu não posso trocar o superintendente, eu vou trocar o diretor-geral", disse Bolsonaro. "Não se discute isso aí."

O governador de São Paulo, João Doria, começou a costurar uma candidatura de centro às próximas eleições, com ele mesmo no posto do candidato. Um dos sinais de que ele já se lançou a 2022 foi uma entrevista concedida ao colunista Josias de Souza, que permaneceu na manchete do portal UOL toda a manhã de quarta-feira. Nela, Doria mostra seus pontos de divergência em relação a Jair Bolsonaro, que começam a se acentuar na mesma medida em que o presidente vai se isolando com declarações e atitudes no governo.

Outro sinal são as conversas, por iniciativa do próprio Dória, de uma fusão do PSDB com o DEM e o PSD, que resultaria no maior partido do país, com a missão de encerrar a era de predominância das legendas menores com perfil radical, mas que vem levando as eleições por passarem ao segundo turno - tanto o PT de Lula quanto agora o PSL de Bolsonaro (Leia também a coluna "O país onde o rabo abana o cachorro").

O presidente Jair Bolsonaro vem fazendo no governo o que nem mesmo os governos do PT faziam: pressiona, interfere e demite funcionários de órgãos fiscalizadores e da Polícia Federal, para evitar o andamento de operações de investigação sobre as contas de seu filho Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A remodelação do Coaf, a interferência em órgãos de Estado como Polícia Federal e o Fisco indicam que o presidente hoje trabalha no Palácio do Planalto para proteger Flávio, seu amigo Fabrício Queiroz, que operava as contas do gabinete de Flávio, e, em última instância, a si mesmo.

Terça, 20 Agosto 2019 16:20

A lei da falta de autoridade

O sequestro de um ônibus da Viação Galo Branco na Ponte Rio-Niterói com 22 reféns, com mais de três horas de duração,a acabou com a morte do sequestrador Willian Augusto da Silva, 20, atingido por disparos de um atirador de elite. Os reféns foram libertados ilesos.

 

Expulso do PSL, depois de críticas ao presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Alexandre Frota carrega com ele bem mais que um voto no Congresso. Filiado ao PSDB, com a presença do governador paulista João Dória, seu desembarque mostra o novo perfil que Doria pretende imprimir à legenda, que passou a comandar, na prática, desde o final do ano passado.

Sexta, 16 Agosto 2019 20:42

Abuso do crime

Página 1 de 122