26 Jan 2020
A República

A República

Quinta, 28 Novembro 2019 22:51

A triste lista à qual se junta Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro foi denunciado ao Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, que julga crimes de genocídio e contra a humanidade, por discurso e ações do governo que incitariam ao extermínio da população indígena.

Não é a primeira figura ilustre a ser denunciado. Entra para uma triste lista que contém gente como o ditador de Ruanda, Augustin Bizimungu, que assassinou 800 mil pessoas em 1994; Muammar Gaddafi, ditador da Líbia; Rodovan Karadizic e Dragomir Milosevic, líderes sanguinários da Bósnia; e Thomas Dyilo, do Congo, ainda em julgamento, que se encontra sob a custódia do tribunal.

Nesta quinta-feira, foi vlado na Assembleia Legislativa de São Paulo o corpo do apresentador de TV Gugu Liberato, que faleceu em um acidente doméstico em sua casa, na Flórida.

O Supremo Tribunal Federal aprovou por nove votos a dois nesta quinta-feira o uso de dados fiscais de órgãos como Receita Federal e UIF, novo nome do Coaf, sem autorização judicial. Com isso, o senador Flávio Bolsonaro, que começou a ser investigado dessa forma, e entrou com o pedido de suspensão da investigação no STF, fica novamente a descoberto, depois de pedir a suspensão do inquérito que apura irregularidades nas contas de seu gabinete como deputado estadual, até o ano passado.

Um recurso com a intenção de livrar o ex-presidente Lula da sentença  pelo caso do sítio de Atibaia, considerado pela defesa como "farsa", acabou saindo pelo lado contrário. No julgamento, os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região votaram, em vez disso, por ampliar a pena do ex-presidente de 12 para 17 anos.

Lula foi solto por conta do novo entendimento constitucional do Supremo Tribunal Federal de que os presos no Brasil têm direito à liberdade até o último recurso possível. Lula, porém, quer anular a sentença. O resultado da primeira tentativa, porém, não foi o que esperava.

No sábado, foi o pior jogo do Flamengo no semestre. Neutralizado por forte marcação do River Plate, perdendo de um a zero desde o início do primeiro tempo, o time não conseguiu fazer seu jogo. Ainda perdia no final do segundo tempo quando, na breve janela em que o River afrouxou sua pegada, naquele cansaço  agonizante do final, Gabriel Barboza fez valer o apelido de Gabigol - e marcou os dois gols da virada que deu ao Flamengo o título da Libertadores da América. No domingo, com a derrota do Palmeiras para o Grêmio, o jogo das duas equipes que tentaram estar no seu lugar e morreram abraçadas, o Flamengo foi campeão brasileiro sem precisar sequer entrar em campo. E mostrou o que falta ao futebol brasileiro e ao Brasil de forma geral: ousadia.

Sexta, 22 Novembro 2019 16:43

A morte do rabino Henry Sobel

O rabino Henry Sobel, de 75 anos, morreu na manhã da sexta-feira, 22, em Miami, nos Estados Unidos. Rabino emérito da Congregação Israelita Paulista, foi defensor dos direitos humanos no Brasil durante a ditadura militar.

Uma moradora de rua foi assassinada a tiros em Niterói, na região metropolitana do Rio, a 800 metros de uma batalhão da Polícia Militar, depois de pedir 1 real, segundo testemunhas.

Zilda Henrique dos Santos Leandro, foi baleada na rua Barão de Amazonas, uma das principais vias do centro da cidade. O atirador foi preso pela Polícia Civil.

O porteiro do condomínio Vivendas da Barra,onde mora o presidente Jair Bolsonaro, prestou novo depoimento na última terça-feira, dessa vez ao cargo da Polícia Federal. E disse que errou ao atribuir ao presidente a autorização para a entrada de um dos acusados da morte de Marielle Franco na noite do crime. Aos investigadores, afirmou ter se sentido confuso durante os dois depoimentos dados à Polícia Civil em outubro.

O escritor Olavo de Carvalho deu uma entrevista para A República na qual criticou a classe política, o judiciário, os militares e afirmou que o povo deveria realizar uma "intervenção popular". "Nunca se viu uma classe política tão arrogante, prepotente e autoritária como essa" disse. "E os juízes também." Segundo ele, os militares estariam assistindo à paralisia do país sem fazer nada.  E fez uma conclamação à revolta. "Apostar em intervenção militar é balela", disse. "Tem de haver intervenção popular."

A entrevista foi parte de um acordo de direito de resposta, após a publicação, por A República, de que teria sido levada ao então ministro Carlos Alberto do Santos Cruz a ideia de colocar Carvalho em programas da TV pública. Ele nega que isso tenha sido cogitado. Disse que foi convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para o ministério da Cultura, mas recusou por sentir-se incompetente para o cargo. Veja a seguir a íntegra da entrevista, disponível em vídeo aqui.

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