24 Abr 2019
A República

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Durante o Polar Force, exercício militar realizado nas duas últimas semanas na base conjunta de Elmendorf-Richardson, no Alasca, a Força Aérea americana utilizou 24 caças F-22 Raptor, um C-17 Globemaster III e um E-3 Sentry. No ar, o governo americano colocou um investimento avaliado em mais de 4 bilhões de dólares - o que faz dele o mais caro exercício militar da História.

Segunda, 22 Abril 2019 19:14

Previdência anda, a economia não

Nesta terça-feira, com a votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça, cumpre-se a primeira etapa para sua aprovação pela Câmara dos Deputados, onde se prevê que ela deve seguir adiante sem grandes modificações, mesmo sem um acordo com o Centrão. Embora seja uma reforma importante para o futuro do sistema e da aposentadoria, a Nova Previdência tem sido apresentada pelo governo como uma panaceia para todos os problemas econômicos do país. Porém, há uma série de outras soluções tão ou mais urgentes que o governo ainda está perigosamente longe de encaminhar.

Segunda, 22 Abril 2019 17:13

Caso PC Farias é encerrado sem punição

Vinte e dois anos depois da morte de Paulo César Farias, o PC Farias, ao lado de Suzana Marcolino, o inquérito foi encerrado sem que se chegasse a uma conclusão.

Ao entrar para o governo, o presidente Jair Bolsonaro tinha dois caminhos. Seguir no discurso radical, que o aproxima do guru da ultra-direita Olavo de Carvalho, ou manobrar mais ao centro, para ampliar sua base de sustentação e fazer um governo mais profissional, ou moderado, de olho na maioria do eleitorado que votou nele apenas como um "ele não" a Lula.

Passados os 100 dias de governo, o presidente mostra que escolheu o primeiro caminho,  o do radicalismo, por vários sinais. E alimenta um movimento para tolher sua ação, em especial dentro do Congresso.

O traficante César Augusto Alta de Araújo, o "PQD do Chapadão", apontado pela polícia como chefe do tráfico do complexo do Chapadão, na zona norte do Rio, morreu neste domingo, vítima de um disparo de fuzil, que teria sido acionado por ele mesmo, acidentalmente.

Uma série orquestrada de explosões em igrejas e hotéis de luxo no Sri Lanka deixou 207 mortos e pelo menos 450 feridos neste domingo, dia 21, durante a celebração cristã da Páscoa. E deixou um rastro de ódio do radicalismo, que forçou o governo do país a bloquear as redes sociais.

Bombardeados por todos os lados, incluindo uma silenciosa censura de seus pares, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e o ministro Alexandre Moraes, autores da inquisição jurídica que tem perseguido supostos "difamadores" do tribunal, voltaram atrás na sexta-feira e suspenderam a cassação às reportagens dos sites Crusoé e Antagonista, que faziam menção a Toffoli na investigação da Lava Jato.

Com isso, tiraram da frente o que foi entendido por todos os lados como uma flagrante e arbitrária operação de intimidação e censura da imprensa livre. Porém, como uma espécie de pequena vingança, revidaram com uma maldade contra a Lava Jato. Em nome da liberdade de imprensa, liberaram as entrevistas na cadeia do ex-presidente Lula.

O pastor e deputador federal Marco Feliciano afirmou que o escritor Olavo de Carvalho, interlocutor do presidente Jair Bolosnaor para assuntos de governo, o incentivou a abrir um processo de impeachment contra o vice-presidente Hamiltom Mourão.

à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Feliciano disse que começou o assunto. “Eu disse que estava pensando em apresentar o pedido e ele falou: ‘Faça o que for possível para blindar o presidente. Ele [Bolsonaro] não está conseguindo governar’”.

O catador de materiais recicláveis Luciano Macedo, 28 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira, depois de ser baleado na ação do Exército no último dia 7, em Guadalupe, na zona norte do Rio, que resultou na morte do músico Evaldo Rosa.

Macedo tentou interferir quando os militares começaram a disparar contra o carro, que levava a familia a um chá de bebê. Foram feitos 82 disparos.

EXCLUSIVO

Causou estranheza no círculo onde se encontra o general Eduardo Villas Bôas, que ocupa uma sala como assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a censura a seis comentários derrubados esta quinta-feira no seu Twitter, que tem mais de meio milhão de seguidores.

Foi a primeira vez que isso aconteceu, o que não pareceu coincidência. Os comentários no Twitter de Villas Bôas dirigiram-se ao longo do dia à revolta contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que vem sendo criticado justamente pela censura a reportagens da revista Crusoé, além de promover uma caça a supostos fabricantes de fake news envolvendo seu nome e o da instituição nas redes sociais.

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