23 Jul 2019

O deputado federal reeleito Jean Wyllis (PSOL-RJ) anunciou que renuncia ao mandato e sairá do país com medo de ameaças.

O Ministério Público e a Polícia Civil do Rio de Janeiro prenderam nesta terça-feira, dia 22, cinco suspeitos de participarem em milícias que controlavam negócios imobiliários no Rio de Janeiro. E podem estar envolvidas com a morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em 13 de março do ano passado.

"Um dos cinco presos na Operação Os Intocáveis é suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes", afirmou, no Twitter, o governador do Rio, Wilson Witzel.

O senador eleito Flávio Bolsonaro, ex-deputado estadual pelo Rio de Janeiro e filho do presidente Jair Bolsonaro, obteve do Supremo Tribunal Federal um efeito suspensivo na investigação sobre as contas de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Suspeitas foram levantadas a partir do exame de movimentações consideradas "atípicas" pelo conselho de controle de atividades fiscais, o Coaf. Este verificou que seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, recebia dinheiro de outros funcionários, numa espécie de salárioduto que reverteria em benefício da família Bolsonaro -  segundo o Coaf, a primeira-dama Michelle Bolsonaro teria recebido pelo menos 24 mil reais de Queiroz.

Os sindicatos no Brasil se transformaram numa máfia, que achaca empresas e sindicatos patronais, por um lado, e de outro usava a contribuição forçada dos trabalhadores de suas categorias, em geral, para fazer política partidária. Com a reforma trabalhista, que em novembro de 2017 acabou com esse tipo contribuição inconstitucional, os sindicatos se viram com cada vez menos dinheiro. Em vez de criar serviços assistenciais e outros benefícios para manter ou atrair novamente os trabalhadores à sindicalização de uma forma positiva, passaram a fazer o que estão acostumados a fazer, só que agora achacando, chantageando e ameaçando os próprios trabalhadores.

Na manhã desta terça-feira,  o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto flexibilizando a venda de armas no Brasil, em cumprimento de uma de suas mais emblemáticas promessas de campanha eleitoral. A medida tem o sentido político da liberdade e do livre arbítrio do cidadão, bem como o do direito à defesa, sobretudo em meio às taxas de criminalidade entre as mais altas do mundo. "Por muito tempo, coube ao Estado determinar quem tinha ou não direito de defender a si mesmo, à sua família e à sua propriedade", disse ele. "Hoje, respeitando a vontade popular manifestada no referendo de 2005, devolvemos aos cidadãos brasileiros a liberdade de decidir." O decreto, no entanto, ainda é um tiro curto, que não muda muito a lei, muito menos a realidade.

Entregue pela polícia boliviana às autoridades italianas no aeroporto de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, o refugiado Cesare Battisti desembarcou nesta segunda-feira em Roma para cumprir a pena de prisão perpétua a que está condenado em seu país natal.

Uma das empresas investigadas no inquérito dos portos, em que o ex-presidente Michel Temer é acusado de favorecer um grupo de empresas portuárias, o Grupo Libra foi condenado esta semana a pagar cerca de R$ 3 bilhões em indenização ao Porto de Santos por um contencioso referente ao seu contrato com a administradora, a Codesp.

 O apresentador Fausto Silva, do Domingão do Faustão, da Rede Globo, mostrou afinal que como Chacrinha, seu antecessor nos programas da tarde de domingo, veio para confundir, não para explicar.

A onda de ataques no Ceará, patrocinada por líderes do PCC a partir da penitenciária estadual, alcançou nesta segunda-feira seu sexto dia consecutivo, tornando a vida no estado um estado de guerra civil permanente.

Somente na manhã de segunda, dia 7, a polícia civil registrou 13 ataques, incluindo o incêndio de uma rádio da Câmara de Vereadores do município de Icó, a 365 km de Fortaleza. Foram destruídas ainda uma ambulância em Reriutaba, a 280 km da capital, e uma loja de motos em Fortaleza.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam (os chamados jovens nem-nem).