15 Set 2019

Começa a aparecer a relação de promiscuidade entre políticos e organizações criminosas, não apenas no Rio de Janeiro. Esta semana, pelo menos dois casos vieram à tona, em Santa Catarina e São Paulo. Sinal do avanço e da influência das facções criminosas sobre o poder constituído - e do fato de que o Estado começa a reagir.

Em Florianópolis, o prefeito Gean Loureiro, ex-MDB, foi preso terça-feira sob a acusação de chefiar uma organização que repassava informações sigilosas de operações policiais ao crime e bloquear investigações em órgãos públicos (Leia mais aqui).

Em São Paulo, a Folha de S. Paulo revelou em reportagem que o Ministério Público identificou pagamentos de 740 mil reais ao PCC como pedágio para tocar obras do Rodoanel. O dinheiro foi pago pelo ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador do caixa 2 do PSDB no governo paulista durnte a gestão de José Serra.

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que deixou o MDB em maio, foi preso na manhã desta terça-feira sob a acusação de chefiar uma organização criminosa que repassava informações sigilosas de operações policiais em Santa Catarina. Além disso, teria participado de um esquema para bloquear investigações de órgãos públicos.

O atacante Neymar Júnior, do PSG e da seleção brasileira, está com dois jatinhos e 36 imóveis em seu nome ou de gente de sua família bloqueados num processo movido pela Receita Federal no valor total de 69 milhões de reais.

Mais um caso para as relações incestuosas entre crime, poder e religião no Rio de Janeiro. o pastor evangélico Anderson do Carmo, marido da deputada federal e cantora gospel Flordelis (PSD-RJ), foi assassinado a tiros na garagem de sua casa, na madrugada do domingo, em Pendotiba, Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O jogador Neymar Jr, do PSG e da seleção brasileira, prestou depoimento na quinta-feira à polícia na 6a. delegacia da Mulher, em São Paulo, sobre a acusação de estuporo de Najila Trindade, com quem se encontrou em um hotel em Paris.

Como era de se esperar, a versão de Neymar é diferente da de Najila. Ele ainda se queixou do prejuízo causado pela denúncia, com constrangimento até para seu filho, que estaria sendo tratado na escola como "filho do estuprador".

 

Najila Trindade, a moça do hotel com Neymar, recebeu a notícia de que seu advogado, o criminalista Danilo Garcia de Andrade, decidiu abandonar o caso. É o segundo que ela perde desde que decidiu entrar com a queixa-crime contra o jogador, por suposto estupro. Najila jogou sobre Andrade a suspeita de ter roubado as provas do crime - um tablet onde estariam as gravações do segundo encontro com Neymar, no hotel em Paris.

Teria ameçado o porteiro do prédio por ser conivente com o roubo do tablet e acusa agora até mesmo a polícia, que foi ao apartamento e não encontrou evidências de arrombamento. "A polícia está comprada, não é?", disse ela em entrevista ao SBT, na noite de segunda-feira. "Estou louca?"

Um acidente envolvendo um ônibus desgovernado e três carros deixou pelo menos 10 mortos na noite deste domingo, dia 9, na descida da serra de Campos do Jordão, na rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro.

Desde que veio à tona a denúncia de estupro contra Neymar Júnior, o caso ganhou o contorno de pesadelo, com toques surrealistas. O novelo desfiado após a acusação, feita por Najila Trindade, que se ofereceu para ir ao encontro do jogador num hotel de Paris, vai se estendendo até um ponto capaz de enrolar todos os seus envolvidos.

Neymar foi cortado da Copa América após sofrer uma ruptura do ligamento do tornozelo direito durante o amistoso contra o Qatar na noite de quarta, em Brasília, com vitória da seleção por 2 a 0.

Acusado de estupro por Najila Trindade, modelo que ele colocou no avião para ncontrá-lo em Paris, o atacante lamentou a maré de azar, mas conformou-se. "Depois da tempestade vem a calmaria", escreveu o atacante no Stories do Instagram.

O presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente nesta terça-feira à Câmara dos Deputados entregar um projeto de lei que relaxa punições aos motoristas no Código Brasileiro de Trânsito.

Pelo projeto, que tem de ser aprovado na Câmara e no Senado, sobre de 20 para 40 pontos o limite para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação.