28 Nov 2021

No Dia Internacional da Mulher, cerca de 400 manifestantes do Movimento Sem Terra desembarcaram de dez ônibus para comemorar a efeméride na gráfica no jornal O Globo, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

A nomeação do ex-diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia,  a adido na Italia, como forma de retirá-lo com um presente e manter um amigo, foi feita de forma irregular, de acordo com o próprio órgão.

Ao assumir, na terça-feira, dia 7, o novo ministro da Segurança Públca Raul Jungmann demitiu o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. Há quatro meses no cargo, foi mais um membro do governo de Michel Temer entrou para ser defenestrado na sequência. Depois da entrevista em que declarou ser a favor de arquivar os inquéritos sobre Temer, e ser repreendido pelo ministro responsável pelos processo no Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso, Segovia não foi mandado embora porque Temer discorda do que ele disse - o secretário de governo, Carlos Marun, defendeu-o publicamente, assim como suas ideias. Porém,  ao trazer a público o que pensa, Segovia se tornou para Temer mais um problema que uma solução. Embora involuntária, sua saída não deixa de ser uma luz no governo - tanto para a Lava Jato quanto o combate ao crime organizado.

Quando anunciou a intervenção no Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer colocou as Forças Armadas como o grande  trunfo para debelar a violência e combater o crime organizado. Ao tomar posse hoje, o interventor nomeado, general Walter Braga Netto, mostrou que a primeira preocupação em seu plano é preservar as Forças Armadas do desgaste em uma missão para a qual os militares não têm vocação nem obrigação constitucional. Segundo ele, a sua principal tarefa será reorganizar as forças civis de segurança, no papel de inteligência da operação,  coordenada com o recém criado Ministério da Segurança Pública. Segundo Netto,as tropas não irão ocupar as favelas. Continuarão existindo operações pontuais, além de um trabalho de reequipamento da polícia civil e militar, valorização dos policiais, recolocação dos quadros em funções próprias de policiamento e reestruturação das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs.

Existe no Brasil um lugar onde o roubo não é admitido de forma alguma e a punição é dura. É nos domínios do PCC.

Um bilhete encontrado por investigadores na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde está a cúpula do PCC, indica que a execução de dois membros da liderança da organização, Rogério de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Souza, o Paca, seria punição por estarem exorbitando seus poderes e roubando a organização.

Com a aprovação da intervenção federal no Rio de Janeiro pelo Senado, nesta terça-feira, as Forças Armadas começam a operar nas favelas do Rio de Janeiro. O exército mobilizou 3 mil homens para a priemira fase da operação, que aturarão com 1 mil policiais civis e militares em áreas de conflito entre facções criminosas. Com isso, o Rio vive clima de guerra - nada que o carioca já não conheça.

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse ao ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que não fará mais comentários sobre o inquérito que investiga o presidente Michel Temer na edição de um decreto para o setor portuário.

Com a economia estagnada, a reforma na previdência emperrada e ambições recém reveladas de ficar no Planalto após a próxima eleição, o presidente Michel Temer resolveu tentar reverter sua impopularidade maciça atirando para outro lado: a segurança pública, em estado periclitante em todo o Brasil. Elegeu um alvo específico, assinando um decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro. Uma manobra de resultado incerto, que deixa para trás as reformas na economia ainda dependentes do Congresso, impedido constitucionalmente de votá-las, enquanto durar o regime de exceção.

Temer, porém, dá um passo adiante ao assumir que a situação no país é crítica.

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, atravessou o samba no carnaval, dizendo em entrevista à agência Reuters que a investigação sobre o presidente da República, Michel Temer, "tende a ser arquivada". "Os indícios são muito frágeis de que houve influência", disse, a respeito do pagamento de propina pela empresa Rodrimar no decreto que prorrogava concessões nos portos, ano passado.

Segovia, assim, apenas confirmou o que se esperava de um diretor vindo da chefia da PF no Maranhão, nomeado pelo presidente Michel Temer, com indicação do senador José Sarney, ambos investigados por corrupção. Obrigado a retratar-se na quarta-feira de cinzas, seus subordinados mostraram claros sinais de que pretendem agir para neutralizar a influência do diretor-geral. Na prática, tornou-se um fantoche, desmoralizado como aqueles que o puseram nesse papel.

O Ministério da Saúde registrou até 6 de fevereiro 353casos com 98 mortes por febre amarela, computdos desde julho do ano passado.  A estatística mostra uma aceleração da doença.