18 Out 2021

Por decisão judicial, no dia 30 de junho o ex-campeão mundial pela seleção brasileira Cafu terá cinco imóveis leiloados para pagar dívidas de sua empresa, a Capi Penta International Football Player, no valor de R$ 5 milhões.

O estado de São Paulo teve 5.450 novos casos de Covid e 334 mortes em 24 horas, recorde para o período de um dia, às vésperas de reabrir boa parte do comércio. Nesta segunda-feira, na capital paulista, o movimento nas ruas se aproximava do normal, mas a limitação do transporte imposto pelas autoridades deixava ônibus lotados, como mostram fotos de passageiros publicadas nas redes sociais. O mesmo ocorreu em lugares tão diferentes como Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Palmas, no Tocantins.

No domingo, manifestantes pró e contra o presidente Jair Bolsonaro foram às ruas aos milhares, em manifestações provocadas pelo radicalismo político, numa onda de sandice coletiva. Dessa forma, a saída da pandemia, depois de uma quarentena flexível, além de não cortar a disseminação do vírus, mostra que São Paulo e o Brasil rumam para o descontrole da saúde pública, seguido, na economia, de um desarranjo ainda maior que o do resto do mundo.

O Sindicato dos Advogados de São Paulo e a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia entraram nesta quinta-feira com uma ação na 13a. vara de Fazenda Pública, em São Paulo, pedindo o restabelecimento do isolamento social, tal qual era antes da flexibilização progressiva anunciada pelo governador João Dória, que começou a entrar em vigor no dia 1 junho.

"Fomos instados por especialistas da área a entrar com a ação, por questionarem as premissas com que o governador decidiu relaxar o isolamento social", afirma a advogado Lara Lorena Ferreira, que encaminhou a ação. A Associação e o Sindicato receberam uma nota técnica que rebateu as justificativas do governo para afrouxar a quarentena em todo o estado.

Intimada pela Polícia Federal a prestar depoimento sobre a ameaça que fez de "infernizar" a vida do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e seu envolvimento com a indústria bolsonarista de fake news, a ativista de extrema direita conhecida como Sara Winter disse que não comparecerá.

Não há nenhum indício de que o Brasil esteja saindo do pico pandêmico, mas o país entrou em acordo tácito para encerrar a experiência de semi-isolamento, volta aos poucos ao trabalho, com anuência da flexibilização em estados como São Paulo, e prepara-se para encarar o primeiro problema criado no vácuo deixado nas cidades: a tomada das ruas pelos militantes do presidente Jair Bolsonaro, clamando por uma intervenção militar. Em todo o país, depois de uma primeira manifestação em São Paulo, que juntou torcedores do Palmeiras e do Corinthians, rivais no esporte, e acabou com tiros de efeito moral da Polícia Militar, armam-se para o próximo domingo manifestações em todo o país contra o presidente, com vírus e tudo.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, gosta de falar - especialmente sobre assuntos fora de sua área ou que não lhe competem. Na já célebre reunião do governo em 22 de abril, disse que, por ele, "botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF". Chamado a depor pelo Supremo Tribunal Federal no inquérito das fake news, nesta sexta-feira, dia 29, pela primeira vez calou-se. Preferiu nada responder.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira que o isolamento continuará no estado até o próximo dia 15 de junho, uma quinzena a além do período já marcado, este final de maio.

Contudo, a partir desta segunda-feira, 1 de junho, haverá uma flexibilização do isolamento social, com o que ele chamou de "retoamda consciente" das atividades econômicas, de forma gradual.

A polícia prendeu em Belém do Pará, na última sexta-feira, um grupo de 95 peladeiros que desafiou o lockdown na cidade para jogar futebol.

Por conta do Covid-19, morreu no domingo passado, dia 17, o professor Angelo Antônio Cavalcante Martins, que no dia 19 de abril se encontrava no protesto em frente ao quartel do Exército, em Maceió, em favor do presidente Jair Bolsonaro. Sem máscara, mesmo na aglomeração.

Com 146,4 mil novos casos do coronavírus em duas semanas, o Brasil se tronou o segundo país onde a pandemia mais se espalhou no mundo, depois dos Estados Unidos, com 327 mil casos, e á frente da Rússia, com 145,4 mil casos, de acordo com o Centro Europeu para a Prevenção e Controle Doenças da União Europeia. A Organização das Nações Unidas considera o país o "novo epicentro" da pandemia, pelo fato de que países europeus já estão na curva descendente das contaminações e, no trio que hoje encabeça a expansão do vírus, é onde a contaminação cresce mais rápido, associada à pobreza.