13 Jul 2020

A operação das plataformas de petróleo do Pré-Sal, anunciado como o salto do Brasil para o futuro, chamou a atenção sobre a importância estratégica do Atlântico Sul para o país. Cientistas, pesquisadores e outros especialistas alertam para a necessidade de uma maior presença brasileira em uma parte do oceano que já tem forte influência do Reino Unido e atrai o interesse e a preocupação dos Estados Unidos, da Índia e da China. O grande desafio é a ocupação do mar profundo, nova fronteira da riqueza global, que tem despertado cada vez mais o interesse das nações como área estratégica. 

O livro Borboletas e Lobisomens, do jornalista e historiador Hugo Studart, revela que a ex-guerrilheira do Araguaia Criméia Almeida manteve por pelo menos três anos um romance secreto com um sargento do Exército que chefiava uma equipes de interrogatório e de execução de prisioneiros políticos. 

No final da década de 1640, o padre Antônio Vieira, pregador e assessor pessoal do rei Dom João IV, foi enviado à Holanda com uma missão ultrassecreta: com a ajuda de Lopo Ramires, tio de Jerônimo Nunes, dom Duarte Nuno da Costa e seu filho Jerônimo Nunes, ricos negociantes exilados na comunidade judaico-portuguesa de Amsterdã, comprou em segredo uma fragata holandesa, do mercador Jeremias van Collen, de Amsterdã. 

Era segredo, porque se tratava de tecnologia militar do inimigo. Levada a um novo estaleiro no Rio de Janeiro para ser copiada em série, a fragata "Esperança" resolvia um problema essencial do renascente império luso-brasileiro: por décadas, Portugal e Espanha tinham perdido a hegemonia no Atlântico, com seus pesados galeões, que, frente aos menores, leves e ágeis barcos holandeses e ingleses, já tinham sofrido vexaminosas derrotas como a da antes "Invencível Armada". E impunham outras, com a esquadra de Maurício de Nassau no Nordeste e corsários que infestavam as águas entre o Novo Mundo e a Europa.

Passados quase quatrocentos anos, o problema do Brasil no oceano permanece de certa forma o mesmo. Durante o governo Lula, na passagem do professor de Harvard Mangabeira Unger pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, em 2008, surgiu um Plano Estratégico para reaparelhar a frota brasileira, diante da necessidade de aumentar e firmar a presença do país no Atlântico Sul. E os desafios não são menores que os do passado.

Um livro revelador sobre a Guerrilha do Araguaia lança agora luzes sobre uma das mais polêmicas passagens da história brasileira, mitificada tanto pela esquerda quanto pelos herdeiros da memória do antigo regime militar. De autoria do jornalista e historiador Hugo Studart, ex-Veja e Istoé e colaborador de A República, "Borboletas e Lobisomens", revela com base em farta documentação e depoimentos quem foi quem na luta, que envolveu execuções, tortura, delatores e desaparecidos, que são pela primeira vez identificados e contabilizados.

Entre outras historias surpreendentes, Studart narra até um caso de amor entre uma guerrilheira e um sargento torturador. Mostra ainda que o ex-deputado José Genoino, uma das principais lideranças fundadoras do PT, nunca delatou seus companheiros - pecha que o perseguiu por mais de 40 anos. É sobre ele o primeiro de uma série de trechos do livro que A República reproduz aqui, em primeira mão e com exclusividade.

A vitória por 4 a 2 da França sobre a Croácia, que deu aos franceses na Rússia sua segunda Copa do Mundo, começou com dois gols de origem irregular: uma falta inexistente na entrada da área e um pênalti marcado pelo juiz argentino Néstor Pitana. Depois de consultar o vídeo, interpretou como mão na bola uma bola na mão - e, pela segunda vez, deu uma vantagem decisiva aos franceses. No segundo tempo, jogando em vantagem, no contra ataque, o jovem time francês ampliou o placar. E fica a impressão de que uso o árbitro de vídeo não erradicou os erros decisivos - ao contrário, pesou a favor de uma seleção só.

No último amistoso preparatório antes da Copa da Rússia, a Croácia perdeu do Brasil de 3 a 0 - e podia ter sido de 4, 5, até 6. Saiu do jogo consciente de que precisava melhorar, enquanto o Brasil se achava voando. Com uma virada sobre a Inglaterra no tempo extra, a Croácia agora está na final da Copa - e o Brasil ficou para trás.

A França mostrou, com uma vitória segura por 1 a 0, que não é tão difícil assim bater a Bélgica. Contou para isso com a grande mudança no seu futebol na era contemporânea: a africanização de sua seleção, cujo motor central é o conjunto formado por M’Bappé, Matuidi, Pogba, Umtiti e Kanté.

- Brasilia! Brasilia! Vai Brasilia!

É metade do segundo tempo, e a torcida que empurra o Brasil contra os belgas não são os dois terços de torcedores brasileiros na Arena Kazan, e sim os russos que, com a camisa do Brasil, não entendem como o brasileiros, que têm o melhor time do mundo, deixam de apoiar a seleção nacional - e resolvem tomar o seu lugar.

São 18:50 e o velho trem com ar soviético parte da plataforma 2 da Kasanskiy Voksal, com parada 11 horas depois em Kazan, antes de seguir por mais um dia e meio a Barnaul, numa viagem transcontinental.

Para lá rumam os brasileiros, vindos de vários lugares, carregando suas esperanças.

A foto de Wallace Rocha, garoto de doze anos de Vila Cruzeiro, no Rio, com o nome de Phillipe Coutinho costurado nas costas, circulou pela internet nesta quarta-feira, comoveu os jogadores da própria seleção e mostrou que o brasileiro começa a se reanimar, depois da queda de ânimos e espíritos que tomou conta do país depois dos 7 a 1 na última Copa e a crise geral que tirou esperanças do horizonte. O time, em campo, mostrou que também recuperou energia, com uma vitória categórica de 2 a 0 sobre a Sérvia, que deu o primeiro lugar num grupo que se tornara complicado. E ganhou corpo para enfrentar o México na próxima segunda-feira, pelas oitavas-de final.