19 Set 2019

Tamitam hoje no Supremo Tribunal Federal 140 inquéritos da operação Lava-Jato, segundo balanço divulgado ontem pelo gabinete do ministro Edson Fachin, relator da operação. 

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, foi convidado especial do ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG) para a cerimônia da 24º edição do prêmio de jornalismo da CNT.

O Supremo Tribunal Federal encerrou nesta quinta-feira, dia 7, a votação sobre a autonomia dos legislativos estaduais para soltar deputados presos pela Justiça antes da sentença definitiva. O placar estava em cinco votos contra a autonomia e quatro a favor – faltaram dois ministros para votar, um em viagem, outro doente.
Com isso, permaneceu no ar não somente a prisão dos deputados beneficiados com a medida, como a crise institucional sobre a atribuição dos poderes, criada pelo próprio STF, quando mandou manter em regime fechado e depois deixou para a Câmara dos deputados a oportunidade de liberar o senador Aécio Neves (PSDB).

Na terça, dia 5, dois presidiários em ação orquestrada pelo Primeiro Comando da capital, o PCC, assassinaram um ex-dirigente da própria organização, no pátio da penitenciária de Presidente Venceslau. Edilson Nogueira Borges, de 44 anos, conhecido como o "Birosca", que já foi considerado o segundo homem da hierarquia do PCC, após Marco Herbas Camacho, o Marcola, foi agarrado no pátio durante o banho de sol e morto rapidamente a golpes de estilete.

Além de queimar o antigo colaborador, a organização instala o terror nos presídios com o assassinato de funcionários e coloca policiais em sua folha de pagamento.

O TRF-4 diminuiu ontem para 14 anos e seis meses a pena do ex-deputado Eduardo Cunha. O ex-parlamentar havia sido sentenciado a 15 anos e quatro meses de prisão pelo juiz Sergio Moro, em março de 2017. 

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização privada sem fins lucrativos, anunciou no final de novembro os dados de seu anuário sobre segurança, com dados relativos a 2016, que apontam um cenário assombroso em todo o Brasil - pelo que ele tem de pior. Aparece o cenário de uma verdadeira guerra civil, fruto da crise econômica e sobretudo da paralisia do Estado, que refletem a realidade bem conhecida: ser brasileiro hoje é relativamente tão perigoso quanto no tempo em que aqui viviam os índios antropófagos.

Os afastamentos por problemas de saúde ligados diretamente ao tipo ou à qualidade do ambiente de trabalho, que podem ir de uma lesão por esforço repetitivo à depressão, aumentaram 25% em dez anos no Brasil, para 181,6 mil casos em 2015.

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