19 Set 2019

Entregue pela polícia boliviana às autoridades italianas no aeroporto de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, o refugiado Cesare Battisti desembarcou nesta segunda-feira em Roma para cumprir a pena de prisão perpétua a que está condenado em seu país natal.

Uma das empresas investigadas no inquérito dos portos, em que o ex-presidente Michel Temer é acusado de favorecer um grupo de empresas portuárias, o Grupo Libra foi condenado esta semana a pagar cerca de R$ 3 bilhões em indenização ao Porto de Santos por um contencioso referente ao seu contrato com a administradora, a Codesp.

 O apresentador Fausto Silva, do Domingão do Faustão, da Rede Globo, mostrou afinal que como Chacrinha, seu antecessor nos programas da tarde de domingo, veio para confundir, não para explicar.

A onda de ataques no Ceará, patrocinada por líderes do PCC a partir da penitenciária estadual, alcançou nesta segunda-feira seu sexto dia consecutivo, tornando a vida no estado um estado de guerra civil permanente.

Somente na manhã de segunda, dia 7, a polícia civil registrou 13 ataques, incluindo o incêndio de uma rádio da Câmara de Vereadores do município de Icó, a 365 km de Fortaleza. Foram destruídas ainda uma ambulância em Reriutaba, a 280 km da capital, e uma loja de motos em Fortaleza.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam (os chamados jovens nem-nem). 

O ex-governador do Espírito Santo, Gerson Camata, 77 anos, pertenceu a uma geração de políticos que brilhou na Nova República, o regime pelo qual o Brasil foi recolocado no mundo politicamente civilizado e economicamente organizado após a ditadura militar. A bordo do PMDB, depois do PSDB, brilhava ainda mais ao lado da mulher, Rita Camata, com quem formou um casal de políticos com influência até hoje.

Jornalista e político, depois deputado estadual, federal e senador constituinte, além de governador, Camata foi assassinado na Praia do Canto, em Vitória. Durante uma discussão no meio da rua, na quarta-feira, dia 26, levou um tiro de um ex-assessor, Marcos Venicio Moreira Andrade, com quem trabalhou por duas décadas.

Aos 60 anos completados em março, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, foi personagem central da vida brasileira em 2018. Num ambiente de insegurança jurídica, em que o STF chegou a ser classificado como "vergonha nacional" pelas mudanças e desvios, em que a democracia trafegou em meio à crise da política e das instituições abaladas pela corrupção, Barroso foi a ilha de segurança em meio às incertezas.

Tornou-se no STF a coluna mestra de apoio da Lava Jato, colocada em risco pelos adversários da prisão após a condenação em segunda instância. Como relator do processo que julgou o habeas corpus de Lula, sustentou o prumo jurídico que manteve o ex-presidente na cadeia, e, ao proibir o uso da imagem do líder petista na campanha, a ordem na corrida eleitoral. Entre o PT de Lula e o receio de Jair Bolsonaro, as opções restantes no segundo turno da eleição, foi o homem que veio no momento exato em favor dos princípios democráticos e da decisão popular: "Quem ganha, leva", disse ele. "E quem leva, respeita quem perdeu."

Por esse conjunto de ações, e o que representaram, não apenas em 2018 como para o futuro, Barroso foi escolhido "Personalidade do Ano" de A República.

O circo foi instalado nesta quinta-feira pelo ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que decidiu acolher uma Ação Declaratória de Constitucionalidade  movida pelo PcdoB, por meio da qual autoriza a libertação de todos os presos condenados em segunda instância. Com isso, acabou abrindo as portas da cadeia para um número estimado em 150 mil presos, a começar pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. A decisão levantou uma onda de indignação no país e foi derrubada na sequência pelo presidente do STF, Dias Toffoli, chamado a restaurar a ordem pela rocuradora-geral da República, Raquel Dodge.  Contudo, ficou no ar a manobra de terrorismo togado, aplicado com rigor maquiavélico e a intenção de criar o caos.

O resultado da batida policial na casa do médium João de Deus, acusado por mais de 500 mulheres de assédio sexual, é ainda mais surpreendente que as acusações que pesam contra ele. No quarto do médium, a polícia encontrou quase meio milhão de reais em dinheiro vivo, cédulas em moedas de diversos países, , armas e munição. Lembra mais o esconderijo de um chefe da máfia que a casa de um líder espiritual.

É tarde demais para voltar atrás no aumento salarial concedido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal a eles mesmos, e referendado pelo Congresso, que elevou para 39 mil reais não apenas seus rendimentos como o teto de todo o funcionalismo público federal. Em compensação, os ministros cumpriram sua promessa de extinguir o auxílio-moradia, penduricalho que servia como aumento informal dos ganhos dos juízes, mesmo aqueles que têm casa própria na cidade onde trabalham.