17 Nov 2019

 

Moradores de Barão de Cocais e Itatiaiuçu, em Minas Gerais, deixaram suas casas na madrugada nesta sexta-feira sob alerta de risco nas barragens próximas.

Duas semanas após o rompimento da barragem da Vale do Rio Doce em Brumadinho, que deixou 157 mortos e 182 desaparecidos, a paranoia se instala nas localidades próximas a outras 50 barragens da companhia que funcionam no mesmo modelo.

O líder do PCC Sérgio Quintiliano Neto, o Minotauro, foi preso pela Polícia Federal em Camboriú (SC), nesta terça-feira.

Minotauro atuava na fronteira do Brasil com o Paraguai. "A prisão de Minotauro é considerada um importante golpe no tráfico de drogas e armas, bem como na tentativa de domínio de áreas fronteiriças por facções criminosas", afirmou a PF, em nota.

 O Papa Francisco pousou em Abu Dhabi para uma visita aos Emirados Árabes. Aproveitou a ocsiao para lançar uma mensagem conra o fundamentalismo religioso, que é ao mesmo tempo um desafio de civilização. "Não existe violência que possa ser justificada", afirmou. 

 

Morreu na manhã deste domingo em Barcelona a ativista Sabrina Bittencourt, que nos últimos tempos se dedicava a investigar e denunciar crimes do médium João de Deus, hoje em prisão preventiva, enquanto seguem as investigações sobre abusos sexuais por ele cometidos.

Em 2 de fevereiro, Sabrina postou uma carta de despedida no Facebook, afirmando que se juntaria a Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 14 de março do ano passado. “Marielle, me uno a ti", escreveu. "Eu fiz o que pude, até onde pude. Meu amor será eterno por todos vocês. Perdão por não aguentar, meus filhos.”

Um dos filhos de Bittencourt, Gabriel Baum, confirmou a morte da mãe na rede social. O grupo Vítimas Unidas, ao qual Sabrina pertencia, publicou uma nota do falecimento confirmando que Sabrina teria se suicidado. Maria do Carmo Santos, presidente da ONG Vítimas Unidas, escreveu que "a ativista cometeu suicídio e deixou uma carta de despedida relatando os porquês de tirar sua própria vida". E pediu "a todos que não tentem entrar em contato com nenhum integrante da família, preservando-os de perguntas que sejam dolorosas neste momento tão difícil".

A italiana Ilona Staller, mais conhecida como Cicciolina, era uma das mais populares atrizes pornô do mundo, graças às suas performances sexuais explícitas na cabeleira de um louro angelical. Candidatou-se e foi eleita para o Parlamento da Itália, na esteira de sua popularidade e do desejo do eleitorado italiano de debochar da sua política, numa forma de protesto.

Como deputada, porém, Cicciolina comportou-se com extremo decoro em suas vestimentas e alguma seriedade em suas propostas e votos. O mesmo registro pode ser feito do palhaço Tiririca, também eleito como voto de protesto, mas que nunca se pintou de palhaço para ir ao plenário. Se alguém riu durante o seu mandato, foi ele mesmo, que acabou reeleito, puxou votos para seu partido e garantiu sua aposentadoria como deputado federal.

Agora, a polêmica envolve o decote extremado usado em sua posse na Câmara Estadual pela deputada Paulinha, do PDT de Santa Catarina. Pela abertura no vestido vermelho, Paulinha revelou o que menos interessa e encobriu o que mais importa: as ideias para defender os eleitores que nela votaram, em particular, e, no plano geral, os interesses do seu estado.

A imagem da dor das vítimas da destruição com o rompimento da barragem da Vale do Rio Doce em Brumadinho (MG),  que deixou 65 mortos registrados até aqui e três centenas de desaparecidos, muitos deles funcionários da própria companhia, choca os brasileiros duas vezes. Primeiro, pela tragédia em si, veias abertas de um cataclisma anunciado. 

O segundo choque é pela constatação de que, depois da tragédia de Mariana, há três anos, nada mudou. O Brasil se vê de repente diante de sua tragédia maior, que está na origem da catástrofe humana e ambiental. O país de Brumadinho é um repetente no erro, no drama e na necessidade de erradicar seus males, especialmente a associação perversa entre o público e o privado, conjuminados para produzir o ganho às custas do meio ambiente e da própria vida humana.

O deputado federal reeleito Jean Wyllis (PSOL-RJ) anunciou que renuncia ao mandato e sairá do país com medo de ameaças.

O Ministério Público e a Polícia Civil do Rio de Janeiro prenderam nesta terça-feira, dia 22, cinco suspeitos de participarem em milícias que controlavam negócios imobiliários no Rio de Janeiro. E podem estar envolvidas com a morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em 13 de março do ano passado.

"Um dos cinco presos na Operação Os Intocáveis é suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes", afirmou, no Twitter, o governador do Rio, Wilson Witzel.

O senador eleito Flávio Bolsonaro, ex-deputado estadual pelo Rio de Janeiro e filho do presidente Jair Bolsonaro, obteve do Supremo Tribunal Federal um efeito suspensivo na investigação sobre as contas de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Suspeitas foram levantadas a partir do exame de movimentações consideradas "atípicas" pelo conselho de controle de atividades fiscais, o Coaf. Este verificou que seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, recebia dinheiro de outros funcionários, numa espécie de salárioduto que reverteria em benefício da família Bolsonaro -  segundo o Coaf, a primeira-dama Michelle Bolsonaro teria recebido pelo menos 24 mil reais de Queiroz.

Os sindicatos no Brasil se transformaram numa máfia, que achaca empresas e sindicatos patronais, por um lado, e de outro usava a contribuição forçada dos trabalhadores de suas categorias, em geral, para fazer política partidária. Com a reforma trabalhista, que em novembro de 2017 acabou com esse tipo contribuição inconstitucional, os sindicatos se viram com cada vez menos dinheiro. Em vez de criar serviços assistenciais e outros benefícios para manter ou atrair novamente os trabalhadores à sindicalização de uma forma positiva, passaram a fazer o que estão acostumados a fazer, só que agora achacando, chantageando e ameaçando os próprios trabalhadores.