17 Out 2019

Dez mortos em incêndio de hospital no Rio

  Sex, 13-Set-2019
Retirada de emergência no Badim: nada no Rio é coincidência Retirada de emergência no Badim: nada no Rio é coincidência

Um incêndio no hospital Badim, instituição particular na Tijuca, no Rio de Janeiro, deixou pelo menos dez mortos, de acordo com o Corpo de Bombeiros, e acrescentou outro toque trágico ao longo calvário de más notícias da cidade. No fim da tarde de quinta-feira, as chamas consumiram o edifício, controladas somente no fim da noite.

Os pacientes começaram a ser transferidos para hospitais próximos, privados e públicos, antes da chegada do Corpo de Bombeiros, com a brigada de incêndio do próprio hospital. De acordo com a sua direção, o incêndio começou com um curto-circuito no mais antigo dos seus dois prédios, inaugurado há 19 anos - o edifício mais recente começou a funcionar em 2018. 

Nem todos os pacientes puderam ser retirados a salvo em tempo. Funcionários improvisaram leitos na rua São Francisco Xavier. Quem estava no prédio antigo foi deslocado para a nova unidade.

Com 128 leitos, o Badim tinha autorização regularizada do Corpo de Bombeiros para funcionar. "Toda a direção do hospital Badim está empenhada em prestar os devidos socorros necessários aos pacientes, que estão sendo transferidos para o hospital Israelita Albert Sabin e para os hospitais da Rede D'Or, do qual o Badim é associado", afirmou o hospital, em nota, à imprensa.

O incêndio no Museu Nacional, a crise econômica, a guerra cotidiana contra o crime vão se somando na lista de tragédias que vão acostumando o carioca às más notícias. Nada, porém, é coincidência.

Num estado cujos últimos cinco governadores já passaram pela cadeia, e cuja assembleia legislativa permanece sob investigação por corrupção, não basta um governador linha dura para consertar as coisas. É preciso chamar à responsabilidade toda a população.